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Quais são as coisas que a gente realmente deve fazer?

Escrever aqui, por exemplo, não é uma obrigação. Então eu não devo fazer. Faço por vários motivos, mas o dever não é um deles – ainda bem. Havia, sim, um compromisso em escrever quinzenalmente para o site http://campogrande.net, um compromisso com uma amiga querida que intercala comigo as colunas semanais do 171 Todo Dia deste “periódico” virtual. Mas já não publico lá há bons dois ou três meses… fora as vezes em que perdi uma ou outra coluna ao longo destes mais de três anos de publicações.

Não escrever por escrever é leve pois permite que ao escrever eu tenha algo a dizer, ou no mínimo vontade de dizer alguma coisa. Mas também isso seria uma amarração perigosa, pois são várias as situações em que eu só quero escrever, escolher as sequências de palavras que eu acho que melhor vão representar as confusões momentâneas daquele momento, daqueles pensamentos. Isto é a materialização de meus farelos. É assim que eu encontro sentido neste espaço e neste compartilhamento que é, também e principalmente, muito para mim mesmo.

Portanto, quando retomo a pergunta que, propositalmente, fiz de forma mais ampla: quais são as coisas que a gente realmente deve fazer? Eu tendo a acreditar que a resposta deveria ser similar. Nada. Não deveria existir nada que seja premissa ou que seja obrigatório. O próximo passo não deveria poder ser previsível, deveria ser sempre uma reanálise do nosso momento, levando em contas as variáveis de sempre, nosso interesse no mundo, o contexto e as circunstâncias, as consequências previsíveis, os riscos, os ganhos, os prós, os contras, os desejos e as vontades, os sonhos. Se eu não devo fazer nada, então eu sou livre para não fazer nada ou para fazer tudo. E isso é libertador.

 

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