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O ditado diz que cada escolha é uma renúncia, mas não há aqui precisão matemática. Não se trata, na maioria dos casos, de uma relação um para um. Para cada escolha, várias renúncias. Cada escolha também esconde atrás de si várias outras.

Há situações na vida em que temos que tomar uma decisão e esta decisão tem um impacto no nosso futuro e também no de outras pessoas. Decidir se casar ou se separar, decidir encarar ou não uma nova oportunidade profissional ou de carreira, decidir estudar e praticar algo que se quer muito fazer mas que nunca se encaixa tempo na rotina para efetivamente fazer.

Eu já tive que tomar decisões de todos estes tipos e muitas outras de vários outros tipos. Estas decisões que listei acima tem uma característica, você tem tempo para pensar a respeito, tempo para medir as consequências, tempo para planejar como e quando se aventurar. Mas não existe simulação perfeita. Por mais tempo que a gente tenha, nunca saberemos efetivamente o que vai acontecer depois do sim ou do não para a pergunta “vai ou não vai”?

Neste ponto é até interessante pensar nas decisões em que não há este tempo para decidir. O carro entra na pista contrária e vem na nossa direção. Eu freio? Eu viro o volante? Eu acelero? A decisão é instintiva e, quando analisada em retrospectiva, em geral nos vemos pensando que deveríamos ter feito isto ou aquilo. As decisões no improviso, na intuição, abruptas, podem não ser as melhores e por isso é importante trabalharmos, constantemente, nossos instintos e nossas certezas. Eu acredito que estarmos sintonizados com quem somos facilita as tomadas de decisão, diminuindo o tempo necessário para refletir e também aumentando as chances de acerto nestas decisões de momento, em que planejamentos e reflexões delongadas não são possíveis.

Porém, o mais importante, a meu ver, é decidirmos baseado em tudo isto (crenças, análises, reflexões, perspectivas, instinto e intuição), mas olharmos sempre adiante. Eu sou contra arrependimentos ou amarguras por decisões ou atos passados. Sou adepto do “carpe diem” no que diz respeito a saber que o passado ensina, mas não deve aprisionar. O futuro é cheio de promessas e conquistas, que dependem das ações e decisões diárias. Só há presente e ter consciência disso, vivendo sempre o dia de hoje, é uma das decisões mais importantes que se pode tomar. Ela muda tudo e dá um poder infinito para que a gente possa decidir reescrever nossa história agora, se assim quisermos. E reescrever pode ser realmente abrir uma nova página, em branco, e começar a viver de outra forma, uma nova história. Obviamente não nos desapegamos de quem somos ou do que já vivemos, mas quando vemos as coisas de forma diferente e acreditamos em outros caminhos, é possível vestir uma nova roupa e encarar este baile de gala que nos aguarda.

Você tem fogo?

This is the water, and this is the well
Drink full, and descend
The horse is the white of the eyes and dark within

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