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O ano de 2016 está aí desafiando todos nós… e para nós que conseguimos sobreviver fica um gosto de vitória, de termos superado nossos limites, de realmente estarmos prontos para o que der e vier… venha com tudo 2017, pois estamos calejados e prontos para o que quer que seja.

Neste ano de 2016 eu continuei acordando mais tarde do que eu queria e ainda sou preguiçoso e procrastinador. Mas nem isso me impediu de trabalhar bem mais do que as oito horas diárias que dizem ser o normal e nem mesmo invadir vários fins de semana durante o ano. Em geral com muito prazer, pois gosto do que faço.

Neste ano de 2016, eu chego a dezembro bem mais gordo do que eu estava há quatro meses atrás – quando eu também não estava exatamente em forma. Estou quase balofo, claramente acima do peso e isso tem uma influência clara na minha indisposição. Sei medir a diferença desta rotina atual de muita comida e pouca atividade física para o meu primeiro semestre, de preparação para a subida do Kilimanjaro, sonho realizado junto com a minha parceira de vida. Então tá valendo.

Neste ano de 2016 eu não aprendi a tocar violão. Nem ukulele. Mas sempre que possível, eu pegava um ou outro e dedilhava a música de minha autoria no ukulele, só porque além dela só saem versões ruins de La Bamba e Parabéns pra Você. No violão, o repertório é mais vasto, mas ainda dá para contar com uma mão. Mas, ainda assim, cada vez que eu peguei o violão para treinar ou apenas sonhar, foi maravilhoso.

2016 também marcou mais um ano em que eu não li sequer um livro completo… comecei alguns, porém. Seriados de TV também foram poucos que consegui ver todos os episódios, talvez apenas dois ou três. Ao cinema eu consegui ir ao menos para os filmões, mas longe dos áureos tempos em que eu via no mínimo um longa por semana. Com toda essa falta de tempo para o alimento cultural é natural que também aqui no Esfarelado eu tenha aparecido menos do que eu gostaria. Lembro que eu até criei uma agenda de publicação, lá por janeiro, e se eu a tivesse cumprido o blog teria vivido um ano cheio. Nada disso me frustra mais do que deveria, afinal são complementos desejáveis, mas não obrigatórios para uma vida plena. E vivo plenamente, todo dia decidindo o que faz mais sentido naquelas 24 horas, sem arrependimentos ou grandes planos futuros. Mas também sem perder de vista as pequenas coisas que ainda quero encaixar na rotina.

Em 2016 vivi grandes emoções. Consolidação. Crescimento. Desafios. Estive próximo e distante. Vi pouco minha mãe, minha irmã e sobrinhos, muito menos do que eu gostaria, dada a distância física que nos separa. Mas quando os vi foi com amor e intensidade. Ganhei novos amigos e resgatei a intensidade com ao menos um dos antigos. Já tô no lucro.

O ano que está acabando foi mais um ano. Muita coisa sempre acontece, mas é fato que agora, aos 38, o período de 365 exige muito mais atenção para ser registrado, experimentado, degustado. Se a gente bobeia, passou. Por isso, atenção. Mais do que apenas olhar para trás e tentar ver o que foi, vale muito olhar para o hoje e não deixar passar cada chance que a gente encontre de ser quem a gente quer ser.

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