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Zeca Baleiro no show Entressafra

Na última sexta-feira, 12 de fevereiro, assisti ao concerto Entressafra, um show de violão e voz de Zeca Baleiro no teatro J. Safra, em São Paulo.
Já se iam vários anos desde a última vez em que o vi ao vivo pela última vez. Gostei muito da abordagem adotada para esta apresentação, uma seleção com poucos hits, mais intimista e mais focada em mostrar a diversidade e variação de suas composições, ao invés de apenas querer ouvir o público entoando seus sucessos.

É claro que não faltaram momentos de coral, como Bandeira,  a inevitável Telegrama e a sua versão melhorada de Proibida para Mim, do Charlie Brown Jr. Mas, por outro lado, não teve Lenha, Flor da Pele ou Heavy Metal do Senhor.

Não, Zeca Baleiro definitivamente estava buscando – e encontrou – um frescor em sua apresentação. Algumas das canções apresentadas foram cantadas ao vivo, segundo ele, pela primeira vez. O show foi aberto com a pequena “Um filho e um cachorro”, do Pet Shop Mundo Cão. E depois seguiu-se duas canções ainda não lançadas, do novo álbum. A interação do público, como é de praxe com o maranhense, foi um espetáculo a parte. Bem-humorado, soube aproveitar o público atirado e contou suas histórias entre uma e outra canção.

Como ponto alto cito o momento em que o artista confessou que prepara seu repertório consultando o letras.com.br ou o vagalume. Seguiram-se risos da plateia e ele já pede para acessarem pois a música que seguiria era uma daqueles que ele sempre esquecia a letra. E não há como segurar o riso quando, durante a canção, ele emenda uns lalás nada tímidos para completar alguns versos, como quem parece pensar que se vai errar e se sabe disso, então assuma e saiba rir de si mesmo.

Em resumo: valeu a pena voltar a vê-lo ao vivo, sr. Baleiro. Até a próxima, espero que em breve, na turnê do novo disco.

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