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Não saber sempre deixa um sabor amargo naqueles que amam saber. É ruim querer saber e não conseguir, tanto quanto também é difícil não querer saber e ter que sentir o sabor da verdade, dos fatos, dos acontecimentos e pensamentos.

Este farelo apenas não sabe porque veio. Veio tarde, veio depois, mas veio. Meio que sem saber o motivo de estar aqui, mas ainda assim cá está ele. Já quando não se esperava, resolveu pintar na área, aparecer, veio saber de sua própria existência, este farelo aqui que não sabe porque veio.

Quando conhecemos muito bem uma pessoa a gente consegue até antecipar o que ela vai dizer, o que está pensando, se gostou ou não de uma piada ou de um comentário… mas a gente conhece mesmo muito bem alguém? Ainda que se saiba antecipar tanta coisa, não tem tantas e tantas outras que são e serão sempre ocultas para nós? E nós mesmos, será que nós nos conhecemos a ponto de antecipar o que vamos pensar, antecipar se vamos ou não gostar de uma piada ou um comentário?

Não saber é isso. Saber também. A incerteza está em tudo, mesmo na consciência, mesmo na impressão, em geral falsa, de sabedoria. Tudo que sei é que nada sei, já dizia o filósofo. E, acrescendo eu, além de saber que não sei, sei também quando não querem que eu saiba. E isso, curiosamente, já é saber de algo.

Este texto, propositadamente, é confuso. É também, de maneira absolutamente pensada, um texto desnecessário. E é por saber disso tudo a respeito dele que acho ele tão claro e necessário. Não há nada além disso a ser dito. Eu sei que tem algo errado aqui mas não sei o que é. Eu sei que eu não sei. E isso tudo é angustiante… sabia?

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